Portabilidade de empréstimo: como trocar de banco sem trocar uma dívida cara por uma dívida longa

Guia completo da portabilidade de crédito: como o novo banco quita o contrato antigo, por que comparar parcela com parcela é a armadilha mais comum, o que é a contraproposta do banco original e quando a troca aumenta o custo total mesmo baixando a prestação.

Na portabilidade, o banco novo quita a sua dívida no banco antigo e assume o contrato. É um direito seu, é gratuito, e o banco original tem o direito de tentar segurar você com uma contraproposta.

R$ 8.000 em 24 meses
R$ 662,38 por mês 24 prestações mensais e iguais
Total a pagar
R$ 15.897,12 sendo R$ 7.897,12 de juros

Exemplo ilustrativo. Valores estimados. Não é oferta de crédito.

Crédito pessoal não consignado — taxa média do Banco Central (série 20742), competência julho de 2026. Parcela e total calculados pelo sistema de amortização francês (Price), dados verificados em 08/09/2026.

Ver a parcela do seu valor Abre o simulador do funil com valor e prazo à sua escolha.

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As 3 instituições com a menor taxa média em Crédito pessoal não consignado

A taxa de cada instituição vem do Banco Central. A seleção de quais instituições aparecem nesta página é editorial e segue os critérios abaixo, aplicados de forma uniforme e verificável.

Não temos vínculo com nenhuma das instituições citadas. Não somos parceiros, afiliados nem representantes delas, não recebemos nada por indicá-las e não participamos de nenhuma etapa de aprovação. A ordem desta lista é por taxa — nunca por pagamento.

Quem pode contratar:Não exige vínculo nem desconto em folha. É o crédito pessoal disponível ao público geral, e por isso o mais caro dos quatro.

Menor taxa da nossa seleçãoNicho

DMCard (DM SCFI)

1,29% ao mês

16,60% ao ano

Parcela
R$ 389,72
Total em 24x
R$ 9.353,28
Para
R$ 8.000

Exemplo ilustrativo. Valores estimados. Não é oferta de crédito.

DM SOCIEDADE DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S.A · CNPJ 91669747

Ver condições

2ª menor taxaPrivate

Banco Safra

1,63% ao mês

21,44% ao ano

Parcela
R$ 405,45
Total em 24x
R$ 9.730,80
Para
R$ 8.000

Exemplo ilustrativo. Valores estimados. Não é oferta de crédito.

BANCO SAFRA S.A. · CNPJ 58160789

Ver condições

3ª menor taxaPrivate

Banco J. Safra

1,69% ao mês

22,22% ao ano

Parcela
R$ 408,26
Total em 24x
R$ 9.798,24
Para
R$ 8.000

Exemplo ilustrativo. Valores estimados. Não é oferta de crédito.

BANCO J. SAFRA S.A. · CNPJ 03017677

Ver condições

As parcelas acima são ilustrativas: R$ 8.000,00 em 24 parcelas pela Tabela Price, usando a taxa média que o Banco Central apurou para cada instituição em Crédito pessoal não consignado, nas operações contratadas no período de 21/08/2026 a 27/08/2026. Essa taxa média já inclui os encargos fiscais e operacionais das operações — não é juros puros, não é CET contratual e não é oferta. A taxa que você receberá depende da sua análise de crédito.

De onde vêm estes números

Banco Central, sobre estas taxas: “Em uma mesma modalidade, as taxas de juros diferem entre clientes de uma mesma instituição financeira e variam de acordo com diversos fatores de risco envolvidos nas operações, tais como o valor e a qualidade das garantias apresentadas na contratação do crédito, o valor do pagamento dado como entrada da operação, o histórico e a situação cadastral de cada cliente, o prazo da operação, entre outros.”

  • É RETROSPECTIVA: mede operações já contratadas nos cinco dias úteis da janela, não ofertas disponíveis hoje.
  • NÃO é juros puros nem CET contratual: está no meio — juros efetivamente praticados mais encargos fiscais e operacionais.
  • É uma MÉDIA PONDERADA pelos valores contratados: ninguém recebe exatamente essa taxa.
  • NÃO é proposta, oferta nem pré-aprovação. Não somos correspondente bancário nem afiliado de nenhuma instituição.

Janela apurada: 21/08/2026 a 27/08/2026 (5 dias úteis). Média do sistema nesta modalidade: 6,42% ao mês (110,95% ao ano), séries SGS 25464 e 20742.

Campos editoriais (nossos, não do Banco Central): nomeExibicao, slug, official_url. editorial (nosso) — o BACEN não publica URL de instituição em nenhuma das APIs usadas Sites conferidos em 14/08/2026.

Dados de taxas de juros: Banco Central do Brasil, API de Taxas de Juros (Olinda/taxaJuros v2), licença ODbL. Dados cadastrais e de escala: IF.data/BCB, base 202606. Selic meta: série SGS 432. Médias do sistema: séries SGS 20742, 20746, 20744, 20745 (anuais) e 25464, 25468, 25466, 25467 (mensais).

O que acontece, na prática, quando você pede portabilidade

Portabilidade é transferir uma dívida que já existe de uma instituição para outra. O banco novo paga o saldo devedor no banco antigo, aquele contrato é encerrado, e você passa a dever ao novo, nas condições dele.

O dinheiro não passa pela sua conta em nenhum momento, e você não recebe nada a mais. É por isso que a portabilidade não é um empréstimo novo: o valor da dívida é o mesmo, o que muda é o preço de carregá-la.

É um direito do cliente, previsto em regulamentação do Conselho Monetário Nacional, e a instituição de origem não pode cobrar tarifa para liberar a transferência.

O passo a passo, sem etapa escondida

O processo é mais burocrático do que difícil, e quase todo ele acontece entre os dois bancos. O seu papel é pedir o número certo no começo e conferir o número certo no fim.

  • Peça ao banco atual o saldo devedor atualizado para quitação — é o número que a proposta nova precisa cobrir.
  • Leve esse saldo às instituições concorrentes e peça proposta de portabilidade, não de crédito novo.
  • Compare as propostas entre si e com o contrato atual, usando CET e soma total.
  • O banco escolhido solicita a transferência; os dois bancos se comunicam e liquidam a operação.
  • Confira o encerramento do contrato antigo por escrito antes de considerar a troca concluída.

A contraproposta: por que o banco atual liga na mesma semana

Quando você pede o saldo para portabilidade, o banco atual entende o recado. Ele tem o direito de apresentar uma contraproposta para manter o contrato, e frequentemente apresenta uma taxa melhor do que a que você tinha até ontem.

Isso é bom para você e vale ser usado: a existência de uma proposta concorrente é o único argumento que costuma mover taxa em contrato já assinado. Mas a contraproposta se avalia com a mesma régua da proposta — CET e soma total — e não pelo alívio de não precisar trocar de banco.

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A régua da comparação

O cartão no alto desta página mostra o custo de referência do crédito pessoal não consignado pela taxa média do Banco Central. Ele não é a sua dívida nem a proposta que você recebeu: é a régua para você perceber se a proposta na sua mão está perto da média do mercado ou muito acima dela.

A conta que decide é sempre a mesma: quanto você ainda pagaria no contrato atual até o fim, contra quanto pagaria no contrato novo até o fim. Se o segundo número não for menor, a troca não é troca — é refinanciamento com outro nome.

A instituição de origem não pode cobrar tarifa pela portabilidade. Cobrança para "liberar" a transferência não é parte do processo.

A troca só compensa se o CET e a soma total caírem. Parcela menor com prazo maior é a proposta mais comum do mercado — e a que mais aumenta o custo final.

A armadilha do prazo: parcela menor, dívida maior

A proposta mais comum de portabilidade baixa a parcela alongando o prazo. Ela é sedutora porque resolve o problema visível — o mês apertado — e esconde o problema real, que é o custo total de carregar a dívida por mais tempo.

Juros incidem sobre saldo devedor ao longo do tempo. Mais tempo com saldo em aberto significa mais juros pagos, mesmo com uma taxa menor. É perfeitamente possível reduzir a taxa, reduzir a prestação e ainda assim pagar mais no fim.

Por isso a comparação correta nunca é parcela contra parcela. É CET contra CET e soma total contra soma total, com o prazo restante do contrato atual explicitado nas duas pontas.

Os três números que decidem

Peça os três por escrito, das duas instituições. Se algum deles não for informado antes da assinatura, a decisão ainda não pode ser tomada.

  • CET anual das duas operações — a única medida comparável, porque soma juros, IOF, tarifas e seguro.
  • Soma total a pagar até o fim, nas duas — o número que o CDC art. 52 obriga a informar.
  • Prazo restante de cada uma — sem ele, os dois totais acima falam de períodos diferentes.

O seguro que entra sem ser chamado

É comum a proposta nova vir com seguro prestamista embutido. Ele não é obrigatório por lei, e condicionar o crédito à contratação do seguro é venda casada, vedada pelo art. 39, I, do Código de Defesa do Consumidor.

Peça a simulação com e sem o seguro e compare os dois CETs. A diferença entre eles é o preço real da proteção, e aí sim dá para decidir se você a quer.

Quando não vale trocar

Se o contrato atual já está perto do fim, a portabilidade tende a não compensar: no sistema de amortização mais usado no Brasil, a maior parte dos juros é paga no começo do contrato, e trocar no fim significa recomeçar essa curva.

Também não compensa quando a diferença de taxa é pequena e a operação nova traz tarifa de cadastro ou seguro novo. E não compensa, nunca, quando a decisão está sendo tomada apenas pela parcela — que é exatamente o que a apresentação da proposta te convida a fazer.

Se a portabilidade for negada ou travada

A instituição de destino pode recusar a operação depois da análise — isso é legítimo. O que não é legítimo é o banco de origem dificultar a saída, atrasar o fornecimento do saldo devedor ou cobrar tarifa para liberar a transferência.

Nesse caso, o caminho é registrar reclamação na ouvidoria da própria instituição, que é gratuita e obrigatória, e depois no consumidor.gov.br ou no Banco Central. Guarde protocolo de cada contato: é o que sustenta a reclamação.

O próximo passo

Se você se encaixa em uma destas, existe porta mais barata

As linhas abaixo custam menos porque têm garantia ou desconto em folha — e por isso exigem uma condição que nem todo mundo tem. Cada uma abre o guia completo do assunto, neste site.

  • consignado do INSS

    Para quem recebe aposentadoria ou pensão do INSS: a parcela é descontada do benefício antes de ele cair na conta, e é essa garantia que derruba a taxa.

    Média do sistema nesta linha, apurada pelo Banco Central: 1,82% ao mês. É referência de comparação, não oferta — a taxa de cada instituição varia, e a sua depende da análise de crédito.

  • consignado CLT

    Para quem tem carteira assinada: o desconto sai na folha de pagamento, dentro da margem consignável, e depende de convênio entre a empresa e a instituição.

    Média do sistema nesta linha, apurada pelo Banco Central: 3,66% ao mês. É referência de comparação, não oferta — a taxa de cada instituição varia, e a sua depende da análise de crédito.

  • empréstimo com garantia de imóvel

    Para quem tem imóvel quitado ou quase quitado: o bem entra como garantia, o prazo é longo e o risco de perder o imóvel passa a existir — é a porta mais barata e a de consequência mais grave.