A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, anunciou que encerrou o ano de 2024 com um déficit de R$ 17,6 bilhões, revertendo o superávit de R$ 9,8 bilhões registrado em 2023. O resultado é resultado de desvalorizações em ativos e oscilações no mercado financeiro.
Detalhes do déficit
O déficit de R$ 17,6 bilhões reflete a diferença entre as estimativas de gastos futuros com aposentadorias e pensões e o retorno dos investimentos. O resultado acumulado de 2024, considerando todos os investimentos, foi de R$ 3,2 bilhões.
A Previ destacou que a oscilação no mercado financeiro é comum e que a estratégia de investimento é focada no longo prazo. O diretor de investimentos, Cláudio Gonçalves, afirmou que a fundação está confortável com a situação e que o portfólio é de alta qualidade.
Auditoria do TCU
A auditoria do TCU, iniciada em fevereiro de 2025, visa investigar a governança da Previ e os processos de decisão relacionados aos investimentos. O ministro Walton Alencar, responsável pela auditoria, expressou preocupações sobre a gestão do fundo e a possibilidade de danos ao Banco do Brasil.
A Previ, por sua vez, defende que não há rombo nas contas e que a fundação continua a pagar benefícios regularmente, com um pagamento recorde de R$ 16,4 bilhões em 2024. A entidade também ressaltou que não houve necessidade de vender ativos para cumprir suas obrigações.
Perspectivas futuras
Apesar do desempenho negativo em 2024, a Previ registrou um superávit de R$ 1,3 bilhão em janeiro de 2025, indicando uma possível recuperação. A fundação acredita que o cenário para o ano atual será menos desafiador e que os planos de previdência estão em equilíbrio.
A Previ é a maior fundação de previdência complementar do Brasil, gerindo cerca de R$ 270 bilhões em investimentos, com 84 mil funcionários do Banco do Brasil como participantes e 109 mil beneficiários. A fundação reafirma sua solidez e capacidade de pagamento de benefícios, mesmo diante das oscilações do mercado.