Recentemente, o Bradesco enfrentou uma onda de protestos em várias localidades do Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, devido ao fechamento de agências e demissões de funcionários. Apesar de reportar lucros recordes, a instituição financeira tem sido alvo de críticas por suas práticas de gestão e atendimento ao cliente.

Fechamento de agências no Rio de Janeiro

No dia 21 de março, o Bradesco anunciou o fechamento da agência localizada na Rua Rodrigo Silva, no Centro do Rio de Janeiro. Este fechamento gerou uma onda de protestos liderados pelo Sindicato dos Bancários, que exigiu a preservação dos empregos dos funcionários.

Os manifestantes destacaram que, apesar do lucro significativo do banco, a decisão de fechar agências e demitir funcionários demonstra um desrespeito pela categoria e pelos clientes. O diretor do Sindicato, Marcelo Rodrigues, enfatizou que a realocação dos funcionários para a Agência Rio Branco, que já está sobrecarregada, não é uma solução viável.

Críticas à gestão do Bradesco

Os protestos não se limitaram ao fechamento de agências. Em várias localidades, como no Núcleo Vila Leopoldina, os trabalhadores se reuniram para contestar a onda de demissões que afetou diversos departamentos do banco. Márcio Rodrigues, dirigente do Sindicato, afirmou que não há justificativa para as demissões, especialmente considerando o crescimento do número de clientes e o aumento da carga de trabalho por funcionário.

Os dados revelam que, em 2024, o Bradesco tinha 1.298,6 clientes por trabalhador, um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior. Isso indica que os funcionários estão cada vez mais sobrecarregados, o que gera insatisfação e revolta entre os trabalhadores.

Impacto no atendimento ao cliente

Os protestos também abordaram a deterioração do atendimento ao cliente. Os dirigentes sindicais criticaram a política do Bradesco de reduzir o número de caixas eletrônicos e a pressão para que os clientes utilizem serviços digitais, em vez de serem atendidos presencialmente. Essa abordagem tem sido vista como uma forma de desumanizar o atendimento e prejudicar a experiência do cliente, especialmente para os mais idosos que dependem de serviços presenciais.

Mobilização nas redes sociais

Em resposta a essas questões, o Sindicato dos Bancários incentivou a categoria a usar a hashtag #QueVergonhaBradesco nas redes sociais, buscando aumentar a conscientização sobre as práticas do banco e mobilizar a sociedade contra as demissões e o fechamento de agências. A pressão social e a mobilização dos trabalhadores são vistas como essenciais para reverter essa situação e garantir melhores condições de trabalho e atendimento.

Os protestos em torno do Bradesco refletem uma insatisfação crescente com a forma como as grandes instituições financeiras estão gerenciando suas operações e o impacto que isso tem sobre seus funcionários e clientes. A luta por direitos trabalhistas e um atendimento de qualidade continua a ser uma prioridade para os bancários em todo o Brasil.