Na manhã de quarta-feira, 19 de março de 2025, a Polícia Federal deflagrou uma operação para desmantelar um esquema de fraude bancária que causou um prejuízo superior a R$ 10 milhões à Caixa Econômica Federal. O golpe envolvia a manipulação de empréstimos consignados de servidores públicos, utilizando credenciais de gerentes do banco para realizar operações fraudulentas.

Como funcionava o golpe

O esquema criminoso operava da seguinte forma:

  1. Acesso indevido: Os criminosos utilizavam credenciais de gerentes da Caixa para acessar os sistemas da instituição.
  2. Cancelamento de averbações: Cancelavam ilegalmente a averbação de empréstimos consignados, fazendo parecer que as dívidas estavam quitadas.
  3. Criação de novas dívidas: Com a falsa quitação, os servidores eram induzidos a contrair novos empréstimos, acumulando dívidas.

Esse processo resultou em um ciclo vicioso de endividamento, prejudicando a saúde financeira dos servidores públicos envolvidos.

Consequências legais

Os envolvidos no esquema podem enfrentar penas de até 26 anos de prisão por cada contrato fraudulento. Os crimes incluem:

  • Estelionato contra servidores públicos.
  • Invasão de dispositivo informático.
  • Estelionato contra a Caixa Econômica Federal.
  • Organização criminosa.

Importância da prevenção

A Polícia Federal enfatiza a necessidade de cautela ao contratar empréstimos. Algumas recomendações incluem:

  • Sempre recorrer a instituições financeiras regulamentadas.
  • Evitar intermediários desconhecidos.
  • Verificar a legitimidade das operações diretamente com o banco.
  • Desconfiar de ofertas que prometem quitação de dívidas sem comprovação.

A operação, denominada “Not Me”, é um alerta sobre a vulnerabilidade de sistemas bancários e a importância da segurança financeira. A investigação, que começou em maio de 2022, revela a complexidade e a organização do crime, destacando a necessidade de medidas mais rigorosas para proteger os consumidores e as instituições financeiras.